sexta-feira, 25 de maio de 2012

*A flor da montanha

O Dia está no fim
E ele ainda pode voltar
Dane-se o que vão pensar
Porque ele ainda pode voltar
O maior causo de todos

E de que falava mesmo?
Ah, sim, de voltar
Mas mais importante
Que voltar ou não
É ter a possibilidade
De voltar

Mas nunca se pode voltar
Mas imagine só as possibilidades!!
De se esfumaçar por lembranças
Em um quarto vazio
Onde minha perna titubeava
E eu a balançar
No quarto escuro onde
Eu ascendera a luz
No fim de um dia
Longo e sem tempo

E de que falava mesmo?
Ah, sim, de possibilidades
De Pessoa
Que se cruzava na rua subida
Questionando a realidade
De um papel distante e passado
Atônito à perplexidade de si
Se perguntando sobre o céu
Atras da rapariga que olhava
De baixo da janela

Inspiração ou sentido?
Que faço de mim?
Nestes versos tão simples
Tão rasos e ventos ao cabelo
Numa paisagem ampla
Que distancia o olhar
E da linha ao que se pensa
Sobre qualquer cosia
Tudo sobre o que há
A mais no mundo

Sobre
Os ventos que regam
De flores o chão das árvores
Pra ver se entendamos
De que se trata tudo isso
Mas mais importante
Que compreender o sentido
É o verbo
Que se parece com o vento
Que só é enquanto sopra
E só sopra enquanto é

Mais importante
Que compreender o sentido
É entender o entender
De apenas ser enquanto é

E de que falávamos mesmo?
Ah, si, nem sei eu mais
Acho que de poesia
Que só é enquanto sopra
Apenas poesia
Como ventos a rugir
E versos a clamar

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