domingo, 29 de abril de 2012

*A Fazenda



Da seiva bruta da pedra escorrida onde a macaca fuma, eu aprendi.
Que o tiro foi dado e a onça não espera a capivara dança.
Quero que o quero-quero queiras que tu me quisesse quando quase quis não te querer.
Olha a galinha voando onde o gato não come. Aqui cachorro come na mesa.
A casa é simples, parece que é de barro. No teto tem três pontas de tristeza, são pequenas, nem faz nada, mas eu tenho medo.
De manhã o céu ta molhado e a terra ta fria. Pra bebe tem que tirar o lençol do leito no fogo.
Ali mais pra baixo tem monte de água que o dono fez onde agente toma banho de vez em quando, já secou uma vez, deu pra passar andando junto com ele.
Monto no cavalo e esqueço da estrada, só miro o horizonte, ai eu viro vento e a velocidade banha meus ouvidos. Esqueço de volta.
Saudade de lá.

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