“O amor não é simplesmente o amor. Amor é uma peça que nos falta, mas ninguém pode
preencher por inteiro, ninguém tem o encaixe perfeito. E o encaixe de cada pessoa
se movimenta nessa nossa lacuna fazendo cócegas de uma maneira única. Alguns
encaixes não entram no nosso e outros até entram, mas não se movimentam do
jeito certo, alguns são muito pequenos... o encaixe que preenche o resto é o que nos falta como seres.” 
“Tenho notado uma vontade intrínseca a mim, cada vez mais forte, de estar próximo das pessoas. Talvez por ter um vazio interno, uma espécie de vácuo onde tudo que é meu é expulso para fora, e então sou obrigado a criar coisas constantemente, recriá-las, reciclá-las e reinventá-las. Tento não ser sozinho em momento nem um, nem mesmo nos momentos mais íntimos como no banheiro ou no banho, tento manter as pessoas comigo sempre, lembrando delas, amando elas ou até mesmo odiando, numa tentativa de criar mais coisas para me preencherem e tentar viver realmente o que há no mundo e não simplesmente existir com o intuito de criar, essa é minha máscara”
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