Que aconteceu com meus versos que não se alinham mais?
Fugiram, desapareceram, se escondendo atrás das árvores
Entre os arbustos e pequenos pastos
Me deixando completamente só
E pra cada sopro de inspiração,
Com vontade e disposição infinita, um vazio se instala
Infinito, e então um vento gelado sopra
Fazendo estalar a casa e os móveis
Ó nebulosa minha dos pensamentos,
Que faço eu sem letras?
Mande para cá meteoritos
Que destruam tudo
E que lapidem o mundo!

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