domingo, 29 de abril de 2012

*Servo ou senhor?


Será? Por que? Não?
Sim? Depois ou já?
Você ou eu? Nós ou eles?

Foi o bolo de chocolate com leite
Cadê meus poderes? Estão aqui.
Rumo ao céu, ziguezagueando no tempo.

Me deixe em paz! Mas peço, não vá embora…
Tire as pilhas do relógio por favor
E também apague as luzes pra mim

Quem me garante o sossego sereno?
Por que você? Por que não apenas eu?
De quem é esse lugar? Meu que não é

Me empresta esse teu gosto que é de amargo
Por que você também não prova dele?

Sou livre e sei que sou? Será que sou?
E me anote também o que não sou
Mas me esconda pra não perder a graça
Só sei que as coisas perdem o sentido

Ó casa bonita, por que não somes?
Pra eu viver com os valorosos homens
Os que não têm vida e não têm nada

E então levanto minha espada de água       
Pronto para retirar o que não é arte
Para matar os dragões que me queimam

Diga-me o que é certo e errado. Lapida-te!

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