domingo, 29 de abril de 2012

*Metasia


Poesia, estar-se só quando acompanhado
E o silêncio faz-se do barulho
Como um atordoado de consciência
sobre aquilo que se está
refletindo para si o que realmente é

Poesia, a nudez do poeta
suja nos íntimo de si mesmo num canto escuro
tanto nas folhas quanto em palavras
Talvez os riscos ícones
De uma mente em forma
humilde e crua, o que não é.
Um eterno paradoxo levante

Aquilo que se criou por si
Como pensamentos vivos
Ou natureza encarnada,
Mas simples dizeres proféticos,
verdadeiros do mundo de fora
O que se escuta, se vê e sente  

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